Santana

Gal Costa · Today [2006]

(Junio Barreto, João Carlos)



A santa de Santana chorou sangue,

Chorou sangue,

Chorou sangue: era tinta vermelha.

A nossa santa padroeira chorou sangue,

Chorou sangue,

Chorou sangue: era Deus e beleza.



Despego meu;

Quem girou a moenda partiu.

Na pressa o rosário quebrou.

Chorou, ah, chorou.



Louveira santa, desata o apuro,

Leve e tanto, sempre sido só;

Tange solto quebrado, quebrado,

Claro carmo, nossa sede, obá.



Madeira oca estende o apulso,

Capela sertana, sementeiro;

Lajedo molhado pisado, pisado,

Claro carmo, nossa sede, obá, ô,

Nossa sede, obá, ô,

Nossa sede, obá.