Povo Que Lavas No Rio

Amalia Rodrigues · Coimbra [2006]

(Joaquim Campos/Pedro Homem De Mello)



Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Hà-de haver quem te defenda, quem compre o teu chão sagrado

Mas a tua vida não



Fui ter à mesa redonda beber em malga que esconda

Um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda beber em malga que esconda

Um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste, àgua pura, fruto agreste

Mas a tua vida não



Aromas de urze e de lama, dormi com eles na cama

Tive a mesma condição

Aromas de urze e de lama, dormi com eles na cama

Tive a mesma condição

Povo, povo eu te pertenço, deste-me alturas de incenso

Mas a tua vida não



Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Hà-de haver quem te defenda, quem compre o teu chão sagrado

Mas a tua vida não.