Povo Que Lavas No Rio

Amalia Rodrigues · Coimbra [2006]

(Joaquim Campos/Pedro Homem De Mello)



Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Hà-de haver quem te defenda, quem compre o teu chão sagrado

Mas a tua vida não



Fui ter à mesa redonda beber em malga que esconda

Um beijo de mão em mão

Fui ter à mesa redonda beber em malga que esconda

Um beijo de mão em mão

Era o vinho que me deste, àgua pura, fruto agreste

Mas a tua vida não



Aromas de urze e de lama, dormi com eles na cama

Tive a mesma condição

Aromas de urze e de lama, dormi com eles na cama

Tive a mesma condição

Povo, povo eu te pertenço, deste-me alturas de incenso

Mas a tua vida não



Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Povo que lavas no rio que talhas com teu machado

As tàbuas do meu caixão

Hà-de haver quem te defenda, quem compre o teu chão sagrado

Mas a tua vida não.

Povo Que Lavas No Rio

Amalia Rodrigues delivers a haunting rendition of 'Povo Que Lavas No Rio' on the 2006 album Coimbra, capturing the essence of her legacy as a master of fado. This recording exemplifies her ability to weave traditional Portuguese folk melodies with a deeply emotional, introspective style that defined her career. The track reflects the melancholic and romantic themes central to fado, showcasing her vocal prowess and the intricate guitar accompaniment characteristic of the genre. As a pivotal figure in Portuguese music history, Rodrigues' interpretation of this classic piece highlights the enduring power of fado to express universal human emotions through its unique blend of sorrow and resilience.