ForÇA Estranha

Gal Costa · Divino Maravilhoso [2006]

Força Estranha

(Caetano Veloso)

Eu vi o menino correndo eu vi o tempo

Brincando ao redor do caminho daquele menino

Eu pus os meus pés no riacho

E acho que nunca os tirei

O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei



Eu vi a mulher preparando outra pessoa

O tempo não pára pr'eu olhar para aquela barriga

A vida é amiga da arte

É a parte que o sol me ensinou

O sol que atravessa essa estrada que nunca passou



| Por isso uma força me leva a cantar

| Por isso essa força estranha

| Por isso é que eu canto não posso parar

| Por isso essa voz tamanha



Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista

O tempo não pára e no entanto ele nunca envelhece

Aquele que conhece o jogo

Do fogo das coisas que são

É o sol

É a estrada

É o tempo

É o pé

E é o chão

Eu vi muitos homens brigando ouvi seus gritos

Estive no fundo de cada vontade encoberta

E a coisa mais certa de todas as coisas

Não vale um caminho sob o sol

E o sol sobre a estrada

É o sol sobre a estrada

É o sol



groetjes

Força Estranha

Gal Costa's "Força Estranha" stands as a defining anthem of Brazilian bossa nova, capturing the genre's unique blend of jazz sophistication and poetic lyricism. Recorded for her 2006 compilation "Divino Maravilhoso," the track exemplifies Costa's mastery of vocal phrasing and her ability to infuse traditional standards with a distinct, soulful warmth. As a central figure in the bossa nova movement, Costa helped elevate the genre from a niche musical style to a global cultural phenomenon, influencing countless artists across Latin America and beyond. Her rendition of this piece showcases her signature emotional depth, transforming a classic composition into a timeless recording that resonates with listeners who appreciate the intricate harmonies and atmospheric textures characteristic of the era. The song remains a testament to her enduring legacy as one of Brazil's most celebrated singers.