Todo O Amor Que Houver Nesta Vida
Gal Costa · Bem Bom [1985]
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia
E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria
Todo O Amor Que Houver Nesta Vida
Gal Costa's "Todo O Amor Que Houver Nesta Vida" stands as a defining anthem of Brazilian bossa nova and MPB, capturing the essence of romantic longing with her distinctive vocal style. Recorded on the 1985 album "Bem Bom," the track exemplifies her mastery of blending poetic lyricism with sophisticated jazz influences. Throughout her extensive discography, Costa has consistently delivered recordings that honor the genre's rich tradition while maintaining her unique artistic voice. This particular composition reflects the era's focus on introspective themes and melodic complexity, cementing her status as a pivotal figure in modern Brazilian music. Her ability to convey deep emotion through subtle phrasing and harmonic richness makes this work a timeless addition to her catalog.
