Todo O Amor Que Houver Nesta Vida

Gal Costa · Bem Bom [1985]

(Roberto Frejat/Cazuza)



Eu quero a sorte de um amor tranqüilo

Com sabor de fruta mordida

Nós na batida, no embalo da rede

Matando a sede na saliva

Ser teu pão, ser tua comida

Todo amor que houver nessa vida

E algum trocado pra dar garantia



E ser artista no nosso convívio

Pelo inferno e céu de todo dia

Pra poesia que a gente não vive

Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida

Todo amor que houver nessa vida

E algum veneno antimonotonia



E se eu achar a sua fonte escondida

Te alcance em cheio o mel e a ferida

E o corpo inteiro feito um furacão

Boca, nuca, mão, e a tua mente, não

Ser teu pão, ser tua comida

Todo amor que houver nessa vida

E algum remédio que me dê alegria

Todo O Amor Que Houver Nesta Vida

Gal Costa's "Todo O Amor Que Houver Nesta Vida" stands as a defining anthem of Brazilian bossa nova and MPB, capturing the essence of romantic longing with her distinctive vocal style. Recorded on the 1985 album "Bem Bom," the track exemplifies her mastery of blending poetic lyricism with sophisticated jazz influences. Throughout her extensive discography, Costa has consistently delivered recordings that honor the genre's rich tradition while maintaining her unique artistic voice. This particular composition reflects the era's focus on introspective themes and melodic complexity, cementing her status as a pivotal figure in modern Brazilian music. Her ability to convey deep emotion through subtle phrasing and harmonic richness makes this work a timeless addition to her catalog.