Lágrimas Negras

Gal Costa · Cantar [1974]

(Jorge Matner, Nelson Jacobina)



Na frente do cortejo o meu beijo

Muito forte como aço, meu abraço

São poços de petróleo a luz negra dos seus olhos

Lágrimas negras caem, saem

Dói

Por entre flores e estrelas

Você usa uma delas como brinco

Pendurada na orelha

É o astronauta da saudade

Com a boca toda vermelha

Lágrimas negras caem, saem

Dói

São como pedras de um moinho que moem, roem, moem

E você, baby, vai, vem, vai

E você, baby, vem, vai, vem

Belezas são coisas acesas por dentro

Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento

Belezas são coisas acesas por dentro

Tristezas são belezas apagadas pelo sofrimento

Lágrimas negras caem, saem

Dói

Lágrimas Negras

Gal Costa's "Lágrimas Negras" stands as a defining recording from her 1974 album *Cantar*, capturing the soulful essence of Brazilian bossa nova and MPB. The track showcases Costa's distinctive vocal style, blending emotional depth with a refined musical arrangement that became a staple of her discography. Released during a pivotal era for Brazilian music, the song reflects the genre's characteristic focus on poetic lyricism and melodic sophistication. As a key work in her catalog, it has been frequently reissued and performed, cementing its status as a timeless piece within the Brazilian folk and jazz tradition.