Musa Cabloca

Gal Costa · Minha Voz [1982]

(Gilberto Gil, Waly Salomão)



Uirapuru canta no seio da mata

Papagaio nenhum solta um pio

Sereia canta sentada na pedra

Marinheiro tonto medra pelo mar



Sou pau de resposta, gibóia sou eu, canela

Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela



Coração pipoca na chapa do braseiro

Sou baunilha, sou lenha que queima

Que queima na porta do formigueiro

E ouriça o pelo do tamanduá



Mãe matriz da fogosa palavra cantada

Geratriz da canção popular desvairada

Nota mágica no tom mais alto, afinada



Sou pau de resposta, jibóia sou eu, canela

Sereia eu sou, uma tela sou eu, sou ela

About Musa Cabloca

Gal Costa's "Musa Cabloca" stands as a defining track from her 1982 album *Minha Voz*, showcasing her mastery of Brazilian bossa nova and samba within the MPB genre. Recorded during a pivotal era for Brazilian music, the song reflects Costa's unique ability to blend poetic lyricism with intricate vocal phrasing, a hallmark of her career that spanned decades. As a central figure in the Bossa Nova movement and a celebrated performer, Costa brought a distinct emotional depth to this recording, distinguishing it from her earlier works like "Lágrimas Negras" and later collaborations. The track remains a testament to her status as a cultural icon in Brazil, capturing the essence of mid-20th-century Brazilian musical sophistication while maintaining her signature vocal style that continues to influence contemporary artists.